terça-feira, 21 de maio de 2013

Poema - As Adversidades



As Adversidades



Autor: Carlos André





Se fosse o medo tão machucado que já estava

A força da Natureza emaranha no silêncio da voz

As adversidades são tantas. Tantas que ficastes em sonhos demasiados

Lograstes a imensa profundeza de ser

Marieta não tem nome de gente e sim de luz

Logo Marieta é estrela cadente e sinto por contente

O Sol abranger a luz.

Na cruz.



As adversidades são tantas que o amor quase acabou

Se tivesse acabado do que restara a sorte?

É um náufrago não tentar

E tentador.



Mas me conte:

- Tu passaras além da dor?

Fostes além daquilo que lha apavora?

Dizem que a fortaleza estas no espírito

Talvez rimássemos camélias num bom descanso rimar

Florescer na vida!

Marieta é gentil 

Marieta tem nome de agente

E sinto que isso me seduz.



Vá!

Não corrompes o segredo desta vida

Diga na vitória tu és amor

Serpentes e arcanjos na mesma tribo

Vá!

Não desligue deste destino

E não o tente mudar.



Se tentardes não foi por falta de aviso

Foste por ausência de amor

Ausência de tudo que não falta nesta vida

Ausência de ti

Ausência, ausência, ausência

Destes pelo que não vivi.



Não desmembre as circunstâncias desta vida sem unanimidades

Marieta vem toda contente

Sorriso nos dentes

Se pudesse contaria a ela todo o motivo da vida.



Mas é claro!

Não estou a aqui a lhes relatar fatos da vida

Marieta estar com raiva, raiva humana, raiva com desejo, raiva de brava gente,

Pariu! Pariu o mundo sem título

E ser Marieta neste mundo,

É ser Maria e não há de adiantar êta de exclamações

Maria êta, Maria êta, Marieta!

Celina.



É outra personagem, contrário de Marieta, não tem sorriso nos dentes, contudo, pertence à fantasia

Sinto falta de você!!!



Quem disse que a tristeza é supersticiosa?

Quem disse asneira sem replicar o que lhe digo?

Quem disse que o Amor extirpou?

Quem disse que a tempestade passou?



Quem disse quem disse?





Quem dera ao menos, se pudera mais

Então há; a carne, a epiderme, película de pele

Encanto!

Pelos ombros, cidades e tormentos,

Muralhas e intentos

A Tomada da Bastilha (revolução de sentimentos...)...



Marieta e Celina são amigas desta vida

Marieta é Amor, Celina é uma flor

Tu queres que eu diga então por isso lhe dispo

Por isso me calo

Por isso me conto

Por isso me abalo

Por isso

Essa é a cota do prejuízo.





Tentamos. Quero voltar. Quero que volte

Volte pra perto de mim

Imploro, lhe peço

Não há escapatória

Não haverá incêndio de metáforas

E nem tente riscar o fósforo da ilusão

Melhor assim, então não vá!



Não corrompes o segredo desta vida

Não vá!

Sigamos o mesmo caminho

Não despeça!

Algo nos observa

Não chore!

Isso me ilumina

Não ludibrie!

Acredito em amor e compaixão

Não se cale!

Faça a razão em si mesma

Não desampare!

Naquilo que te admira.



As adversidades são tantas, meu amor,

Que o fruto concebido da vida

Irá dar-lhe o direito de ser feliz...!!!



(Carlos André)




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